Médico, jornalista, parlamentar, nasceu Salvador de Castro Barbosa, na cidade de Caxias, no Largo da Matriz, hoje Praça Candido Mendes, em 19 de outubro de 1896. Eram seus pais o negociante Afonso Barbosa e sua mulher, D. Raimunda de Castro Barbosa. Cursou as primeiras letras na terra natal, e, concluído o secundário e os preparatórios, presumivelmente nos famosos colégios da capital do Estado, viajou para o sul do País, onde se graduou em Medicina, não sabendo o autor se na Bahia ou no Rio de Janeiro. De volta ao Maranhão, fixou-se na terra natal, no exercício pleno de sua profissão. Personalidade amena e atenciosa, logrou granjear justo conceito entre seus conterrâneos, alargando as centenas o número de amigos e admiradores. Passado o período discricionário da ditadura getulista, que, iniciada em 1930, seria interrompida em 1933, e voltaria mais dura e feroz, a partir do golpe do Estado Novo em 1937, afinal houve a reconstitucionalização de 1945. Pois precisamente entre 1933 e 1937 Salvador de Castro Barbosa, atendendo a sucessivos apelos dos amigos e dos partidos políticos recém-criados, concorreu ao cargo de deputado estadual constituinte, no pleito de outubro de 1934. Benquisto e polido, foi-lhe fácil a eleição para primeiro presidente da Constituinte, instalada, em São Luís, em 1935, no predio onde atualmente funciona a Prefeitura Municipal de São Luís.
Celebrado acordo entre genesistas e partidários de Aquiles Lisboa, a Assembleia, sob a presidência do Dr. Salvador de Castro Barbosa, elegeu Aquiles Lisboa, por voto indireto, para governador, e Clodomir Cardoso e Genesio Rego para o Senado. No curso da Constituinte, houve o rompimento, e Salvador Barbosa foi deposto da Presidência, assumindo o cargo o vice-presidente da Casa, Dr. Antônio Pires da Fonseca. A Assembleia cindiu-se em duas, uma funcionando no prédio da Prefeitura de São Luís e a outra num sobradinho do Largo da Deodoro. Afinal, o Senado Federal validou a Constituição votada pelos 17 deputados da maioria, e Salvador Barbosa, na presidência de uma Assembleia minoritária, desgostou-se da política, dela se afastando, até que Vargas, em 1937, cassou o mandato de todos os parlamentares do Brasil. Era homem de cultura geral respeitada e, na sua profissão de médico, um dos mais conceituados. Não sabemos local e data de seu falecimento.