Médico, pesquisador, escritor, jornalista, nasceu Joao Braulino de Carvalho na pequena vila de São Vicente Ferrer, em 16 de outubro de 1884. Filho legitimo de outro Joao Braulino de Carvalho e de sua mulher, D. Mariana de Matos Borges de Carvalho, senhores de terras, escravos e engenhos na Baixada Maranhense. Cursou em São Luís o primário no Seminário Santo Antônio, e o curso secundário no Colégio do professor Machado. Na virada do século XIX para o XX seguiu para a cidade de Salvador, na Bahia, onde recebeu o grau de doutor em Medicina na turma de 1908, aos 24 anos de idade. Na Bahia, a partir de 1908, serviu no gabinete de Clínica Médica do Instituto de Assistência a Infância, e no Dispensário Moncorvo, na especialidade de Laringologia. Mudou-se para Belém do Para, e ali trabalhou na Santa Casa de Misericórdia e assumiu o cargo de delegado sanitário municipal. Frequentou intensamente o interior do Para, e como et a também oficial do Exército, serviu no 4o Grupo de Artilharia, no Para, na cidade de Óbidos. Na região, construiu postos de saúde avançados em Alenquer, Oriximiná e Faro, já altura do ano de 1922. Foi nomeado em 1923, pelo presidente da República, médico da Comissão de Limites com o Peru, Venezuela e Guiana Inglesa. Transferido para a cidade de Cruzeiro do Sul, região encravada no antigo território federal do Acre, ali também Joao Braulino construiu hospitais de pequeno porte. No Grão-Pará fez curso de francês, com o que se tornou um mestre do idioma de Victor Hugo. Estourada a Revolução de 1932 em São Paulo, Joao Braulino, no posto de capitão-médico, foi mandado para aquele Estado, servindo em ambulâncias na frente de combate. De São Paulo veio transferido para o Maranhão, assumindo seu posto de oficial e médico no 24° Batalhão de Caçadores. Em 1934, elegeu-se deputado constituinte estadual e teve decisiva participação na Carta Maranhense de 1935. No Largo do Carmo, hoje Praça João Lisboa, montou seu consultório no prédio de n° 22, da época. Trabalhou nos hospitais de São Luís, a exemplo da Santa Casa, e foi presidente da Associação de Proteção e Assistência a Infância. Presidente da Cruz Vermelha, membro da Sociedade de Assistência aos Lázaros, do Diretório Regional de Geografia, do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, além de professor de Antropologia e Etnografia da Faculdade de Filosofia. Na antiga Escola de Agronomia, foi catedrático de História Natural e Botânica Agrícola. Estourada a Revolução de 1932 em São Paulo, Joao Braulino, no posto de capitão-médico, foi mandado para aquele Estado, servindo em ambulâncias na frente de combate. De São Paulo veio transferido para o Maranhão, assumindo seu posto de oficial e médico no 24° Batalhão de Caçadores.